Brasil anuncia retaliação aos subsídios norte-americanos
Agricultura
Por três vezes o Brasil ganhou na OMC, Organização Mundial do Comércio, condenação aos subsídios do governo norte-americano à agricultura daquele país, principalmente ao algodão.
A prática norte-americana prejudica todo o comércio mundial e deixa em sérias dificuldades os produtores brasileiros que produzem sem subsídio governamental.
No final do ano passado, a OMC autorizou o Brasil a praticar retaliação comercial contra os Estados Unidos no valor de 800 milhões de dólares.
Em todas as condenações da OMC o governo norte-americano não levou em consideração as dificuldades dos produtores brasileiros e continuou com os subsídios autorizados pelo seu poder legislativo.
Finalmente, nesta segunda-feira (08), anunciou o governo brasileiro uma lista de produtos que sofrerão taxação de impostos para a sua entrada no país.
São principalmente automóveis, trigo e algodão, no valor de 570 milhões de dólares. Entra a medida em vigor dentro de 30 dias.
Haroldo Cunha, presidente da ABRAPA, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, acha que os 230 milhões restantes poderão alcançar produtos intelectuais e patentes, entre os quais da informática e farmacêuticos, itens mais sensíveis à economia dos Estados Unidos.
A maior dificuldade para o governo Obama em cumprir as exigências da OMC é o congresso norte-americano que vota os subsídios à agricultura, cujo lobby junto aos deputados e senadores é muito forte.
Por conta da taxação do trigo norte-americano, a indústria de panificação já fala em 16% de aumento para o pãozinho, elevação considerada sem cabimento pelo ministro da Agricultura, Reinold Stephanes.
A importação de trigo dos Estados Unidos atende entre 10% a 30% do consumo brasileiro e no último ano somou US$ 300 milhões.
Suprem o mercado brasileiro principalmente o Canadá e a Argentina, isso sem levar em conta o trigo brasileiro que tem hoje encalhado no Rio Grande do Sul e no Paraná estoque de dois anos de colheita.
Somente no Paraná são 800 mil toneladas de trigo sem mercado, enquanto os moinhos dão preferência ao produto importado.
Fonte: jovemsulnews (Fernandes dos Santos e Canal Rural*)
Na manhã deste domingo (05), foi realizada em Chapadão do Sul a missa de crisma com a presença do Bispo Dom José Moreira, da Diocese de Três Lagoas, Na matriz São Pedro Apóstolo
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