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Salvo por equipe de 50, José venceu tumor e agora desafio é amamentação

Salvo por equipe de 50, José venceu tumor e agora desafio é amamentação

Primeiro contato entre mãe e filho foi adiado por 7 dias devido retirada de tumor do bebê, que envolveu 50 profissionais no HR

10:13 | 11 janeiro 2020
 

Quem vê semblante sereno de José no colo da mãe não acredita em percurso difícil que fez para chegar ao mundo (Foto: Marcos Maluf)

A agonia vivida durante quatro meses pela dentista Vanessa Barbosa Furtado, 39 anos, aos poucos dá lugar a ansiedade para levar o filho recém-nascido para casa. Devido a um tumor do tamanho de uma maçã, constatado meses antes do parto, o contato entre mãe e bebê foi adiado durante sete dias. O período até parece curto para quem agora só tem a amamentação segura como condição para deixar o hospital e comemorar um mês de vida, no dia 18 de janeiro, junto com o aniversário de dez anos do irmão mais velho.

José tumultuou a vida de família e da equipe de profissionais do Hospital Regional, em Campo Grande, antes mesmo de sair da barriga. A cesariana complexa exigiu a mobilização de 50 profissionais para o parto e a retirada do tumor ocorrer ao mesmo tempo. O procedimento nunca havia sido realizado no hospital.

Vanessa confessa que as esperanças eram poucas diante da evolução do quadro verificado. “Não foi fácil porque é um caso raro. Tudo que você fica sabendo você pesquisa e tudo que eu pesquisava não tinha êxito, eram poucos os casos que os bebês sobreviviam”, lembra.

A mãe de José ainda explica que a situação do filho era diferente da maioria dos casos pesquisados, já que o tumor estava pressionando a traqueia do bebê, impedindo a respiração. “Os outros casos que nós víamos não esse agravante. Por isso, se não tivesse tido todo esse aparato provavelmente ele não sobreviveria”.

O parto que trouxe José ao mundo foi muito diferente do que Vanessa imaginou. “Só entrei, e lembro de ver aquele monte de gente”, disse. “A gente nunca espera que tenha algum tipo de intercorrência na gestação. A gente esperou tanto e de repente se questiona muito: por que você? Por que aconteceu com você uma situação que é novidade para todo mundo, tanto pra gente quanto para os médicos? É muita dúvida que fica na cabeça”, completa.

Complexa, a cesariana teve de esperar 12 dias de internação, diversas simulações e exigiu procedimentos específicos para tentar remover o tumor de 9 centímetros localizado no pescoço da criança. “Você fica apreensiva primeiro por conta do parto e depois você fica apreensiva pensando no que vai acontecer com o bebê, mas graças a Deus deu tudo certo”, avalia.

O teratoma cervical foi identificado de setembro. “O médico detectou o tumor e já estava com três centímetros. E evoluiu muito rápida”. Um mês após o primeiro exame, o tumor já estava com seis centímetros e 15 dias depois chegou a nove centímetros, tamanho que foi retirado.

O desafio era manter o bebê vivo no trajeto entre a barriga da mãe e a mesa de cirurgia para remoção do tumor. Para isto, José foi entubado com parte do corpo ainda na barriga de Vanessa. Depois de vencida a barreira, outra se empunha, a reação da criança aos primeiros dias depois do procedimento.

Contando os dias – Duvida de todo o percurso quem vê o rosto sereno do bebê repousando nos braços da mãe.

Depois de ficar na UTI (Unidade de Terapia a Intensidade) Neonatal por 20 dias por causa da prematuridade, agora ele está em unidade intermediária e tem a companhia constante da mãe. “Quando ele estava na UTI só conseguíamos ficar com ele durante os horários de visita, mas desde terça-feira [7], quando ele foi transferido, estou com ele e aqui a gente faz tudo, dá banho, a gente que troca, faz dormir”, conta.

Informações sobre as condições do tumor removido, se é maligno ou benigno, por exemplo, ainda dependem do resultado da biópsia. Com aval para alta de todos os especialistas envolvidos na cirurgia, a criança precisa apenas de uma amamentação segura para poder ir para casa. José ainda não aprendeu a sugar o leite dos seios da mãe.

Com o filho dormindo no colo, Vanessa tem a resposta para descrever todo o procedimento: “Ele é uma benção, um milagre”, disse emocionada. Questionada sobre como o filho mais novo é ela responde sem dúvida. “Ele é calmo, um bebê normal, chora, quer colo e já tem manha desse tamanho”.

Depois de toda a aflição, o sonho de Vanessa é singelo: reunir toda a família” As visitas restritas ainda não permitiram confraternizar de maneira completa. Pai, mãe e vó já são conhecidos do bebê, mas a grande expectativa é estar ao lado do irmão e celebrar o aniversário de um mês de nascimento, junto com a celebração de anos de idade do mais velho, no dia 18 de janeiro.

Fonte:campograndenews

Postado em: 10:13 | 11 janeiro 2020
 
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