Chapadão do Sul, 16 de Novembro de 2018

Cadastre-se Envie sua notícia JNT Digital Busca no site

Jovem Sul News

Você está em: Página Inicial Saude

Refluxo atinge mais da metade dos brasileiros

Refluxo atinge mais da metade dos brasileiros

Problema causa grande impacto na qualidade de vida

8:10 | 7 novembro 2018
 

A azia é a que causa o desconforto mais intenso entre 33% da população; para 74%, a qualidade do sono é o aspecto mais prejudicado – Foto: Divulgação

Sabe aquela sensação de que a comida não caiu bem no estômago e parece que fica “conversando” por algum tempo, tentando pegar o caminho de volta, acompanhada de azia e queimação? Saiba que estes são sintomas de refluxo gastroesofágico.

Um estudo realizado em junho deste ano pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, com  mais de 3 mil pessoas de ambos os sexos, em todas as regiões do País, revelou um quadro preocupante: 51% afirmam sofrer com o refluxo semanalmente, bem como apresentar outros sintomas, como azia e pirose (queimação), que também podem ser indícios do problema.

“Nosso propósito foi retratar os principais sintomas, causas e o impacto do refluxo na vida das pessoas, além de demonstrar os tipos de tratamento recorrentes. Os resultados evidenciaram um grande desconhecimento, uma vez que os principais sintomas do refluxo, como a azia e a pirose, conhecida popularmente como queimação, também podem ser indício de uma simples má digestão. Além disso, 46% da população não sabe a diferença entre os principais tipos de tratamento. O refluxo, quando não identificado e tratado corretamente, pode gerar complicações bastante graves”, destaca dr. Flavio Quilici, presidente da FBG.

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o alimento que ingerimos volta ao esôfago juntamente do ácido gástrico do estômago, causando uma sensação de queimação e azia. Isso ocorre em razão de uma falha no esfíncter esofágico inferior, que funciona como uma válvula, não deixando que o alimento digerido, que está no estômago, retorne para o esôfago. Quando o refluxo é muito frequente, ele pode ser indício de um quadro mais grave, conhecido como doença do refluxo gastroesofágico, às vezes com sérias complicações.

O motorista Anderson Batista, 42 anos, sabe bem como a doença do refluxo gastroesofágico pode ser inconveniente. Embora conhecesse a mazela – o pai e o irmão também sofrem com ela –, Anderson desconhecia que a patologia fosse tratável. Desde a juventude, ele sente azia e padece constantemente com tosse e vômitos. Para completar, a hérnia de hiato agrava a situação. “Comecei o tratamento medicamentoso recentemente. Vou ter que me adequar. Mudarei minha alimentação, evitando gordura e bebidas gasosas, e terei que maneirar na cervejinha se quiser evitar a cirurgia”, revela.

Segundo o estudo, o refluxo gastroesofágico afeta 51% dos entrevistados. Entre eles, mulheres, obesas, sedentárias e fumantes, entre 36 e 47 anos, representam o grupo que mais sofre dessa condição.
Produtos industrializados, fritos e gordurosos e o refluxo estão diretamente ligados, já que a frequência entre aqueles que são impactados é maior após as refeições (40%). Entre os que consomem este tipo de alimento e reclamam do problema, 85% estão obesos. A associação da bebida alcoólica e fumo também é outro fator que intensifica a sensação para 54% dos fumantes.

“A pesquisa é um importante panorama epidemiológico, que traz dados bem definidos e reproduzíveis no Brasil como um todo. Além de abordar o refluxo e os seus sintomas típicos, também reafirma a ligação com obesidade, sedentarismo e o tabagismo”, pontua dr. Quilici.

Refluxo e gestação

O estudo revelou que 85% das grávidas relataram ter sentido o refluxo em algum momento da gestação. Mas por que ele é tão comum entre este grupo? Entre os fatores que levam à maior ocorrência estão: aumento da pressão intra-abdominal pelo crescimento do útero e relaxamento do esfíncter (músculo) inferior do esôfago, que fica entre o esôfago e o estômago.

Ele torna-se mais intenso e frequente a partir da 27º semana de gestação, com mais chance de se desenvolver em mulheres que já tinham este problema antes ou já estiveram grávidas.

Medicamentos que contêm alginato podem ser utilizados para os sintomas mais comuns provocados pelo refluxo (azia e queimação) no segundo e terceiro trimestre da gravidez, dado que não tenham ação sistêmica, e podem ser indicados às grávidas, sempre sob orientação médica.

O quadro que caracteriza o refluxo pode ser acompanhado de outros sintomas, como azia e queimação, que muitas vezes não são associados ao problema pela população, mas são frequentes e aparecem em muitas situações. Segundo o estudo, a azia e a queimação são mais recorrentes nas pessoas – 51% e 47%, respectivamente – após a ingestão de alimentos específicos. Como exemplo, o especialista cita pratos e petiscos com grande quantidade de condimentos ou refrigerantes, estes últimos em decorrência do gás e da acidez concentrados.

A azia é a que causa o desconforto mais intenso entre 33% da população. Para 74%, a qualidade do sono é o aspecto mais prejudicado. Ainda de acordo com o estudo, 70% afirmam já ter sentido algum deles durante o horário de trabalho e 68% reclamam que tem a rotina social prejudicada, impedindo-os de realizar atividades rotineiras.

Tratamento

O tratamento do refluxo dependerá da gravidade do caso. Em algumas situações, mudanças nos hábitos comportamentais são suficientes para que haja uma melhora. Em outros casos, é feito com medicamentos que diminuem a quantidade de ácido produzido pelo estômago, em conjunto com uma reorientação alimentar, perda de peso e atividades físicas.

“O tratamento dependerá do estágio da doença. Perder peso, evitar alimentos e bebidas que pioram o refluxo, comer porções menores, não se deitar logo após as refeições, além da prática de exercícios físicos e acompanhamento clínico, contribuem para a qualidade de vida”, finaliza dr. Flávio Quilici.

Fonte: correiodoestado

Postado em: 8:10 | 7 novembro 2018
 
É permitida a reprodução ou divulgação, em outros órgãos de comunicação, de notícias ou artigos publicados nesta website, desde que expressamente citada a fonte, ficando aquele que desatender a esta determinação sujeito às sanções previstas na Lei nº 5.259/1967 (Lei de Imprensa) feed
Jovem Sul Comunicações LTDA | Rua Quinze, Nº 537 | Centro | CEP 79560-000 | Chapadão do Sul (MS)
(67) 3562-2500 (67) 9 9967-0034 | CNPJ 03.719.704/0001-07
Desenvolvido por: Mais Empresas | Angeli Comunicações