Chapadão do Sul, 23 de Outubro de 2018

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Pela primeira vez desde 1991, Assembleia de MS não terá mulheres

Pela primeira vez desde 1991, Assembleia de MS não terá mulheres

Após 27 anos, Casa de Leis será formada exclusivamente por homens; são 24 cadeiras

9:09 | 9 outubro 2018
 

Antonieta Amorim, do MDB, em discurso na Assembleia. (Foto Luciana NassarALMS).

Se por um lado Mato Grosso do Sul terá, pela primeira vez, duas mulheres senadoras, a bancada da Assembleia Legislativa não terá sequer uma mulher em 2018, o que não ocorria há 27 anos. As 24 cadeiras da Casa de Leis estadual serão ocupadas por 24 homens.

Por enquanto, a Assembleia Legislativa tem, até o fim do ano, Mara Caseiro (PSDB), Grazielle Machado (PSD) e Antonieta Amorim (MDB).

As duas últimas não tentaram a reeleição este ano, enquanto Mara tentou se reeleger, não conseguiu votos suficientes, mas ficou como suplente de deputado – ou seja, só assume em caso de impedimento do titular da vaga da coligação encabeçada por seu partido.

Mara Caseiro, do PSDB, na cadeira ocupada na Assembleia. (Foto Luciana NassarALMS).

Nenhuma das 103 mulheres que se candidatou conseguiu ser eleita, em um Estado onde a maioria é também feminina. Em MS, são 978.830 mulheres votantes, o que representa 52,121% dos 1,8 milhão do eleitorado do Estado, de acordo com dados do TRE.

Portanto, a partir de 2019, quando começa os mandatos das pessoas eleitas ontem, o Legislativo estadual não terá nenhuma mulher entre os 24 deputados estaduais.

O Estado só não elegeu mulheres em apenas duas legislaturas – como são chamadas os períodos dos mandatos de cada assembleia eleita – desde a divisão e criação do Estado. Isso aconteceu em 1979 e em 1991. Com exceção disso, em todas as eleições houve entre uma e duas mulheres.

No Senado, além da senadora Simone Tebet (MDB), foi eleita Soraya Thronicke (PSL) com 370.666 votos. O outro político eleito senador foi o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PTB) com 420.102 votos.

São três senadores por Estado e, a partir de 2019, serão duas mulheres e um homem. Até então ero contrário: Waldemir Moka (MDB), que não foi reeleito, Pedro Chaves (PSC), que não disputou e Simone, que segue com seu mandato.

Grazielle Machado, do PSD, em fala na sessão da Assembleia. (Giuliano LopesALMS)

Na Câmara Federal, onde são oito deputados federais, duas são mulheres. Rose Modesto (PSDB) foi a mais votada com 120.901, e Tereza Cristina (DEM) conseguiu se reeleger com 75.068. Até então, ela era a única representante na bancada federal do Estado.

Fonte: campograndenews

Postado em: 9:09 | 9 outubro 2018
 
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