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Produtor rural responsável por devastação também é alvo da PF

Produtor rural responsável por devastação também é alvo da PF

Propriedade localizada no município de Corumbá teve mais de 20 mil hectares devastados

14:24 | 12 setembro 2018
 

A propriedade localizada no município de Corumbá, região do Alto Paraguai – na divisa com o Mato Grosso, às margens do Rio Piquiri – teve o desmatamento autorizado após o governo do Estado – Foto: Divulgação/MPE

O produtor rural Élvio Rodrigues, responsável pelo devastação de 20.526 hectares de vegetação nativa na Fazenda Santa Mônica, no Pantanal, também é um dos alvos da Operação Vostok da Polícia Federal. A propriedade localizada no município de Corumbá, região do Alto Paraguai – na divisa com o Mato Grosso, às margens do Rio Piquiri – teve o desmatamento autorizado após o governo do Estado entrar em ação, por meio de sua Procuradoria-Geral, para derrubar decisões judiciais que impediam a supressão de mata nativa, mas na região na qual o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) autorizou o desmate convive com o drama do assoreamento dos rios.

Rodrigues tem diversos investimentos e negócios disseminados na agricultura e pecuária em Mato Grosso do Sul. Além de criar gado e plantar soja e milho, o produtor rural também é o proprietário da empresa Agriseiva Consultoria e Planejamento Agropecuário e foi um dos fundadores da Cooperativa Agrícola Mista Serra de Maracaju (Coopsema) na década de 90. Atualmente faz parte da diretoria do Sindicato Rural do município, como suplente no Conselho Fiscal da entidade.

Na gestão de Reinaldo Azambuja frente a prefeitura do município – entre 1997 e 2004 -, Rodrigues foi secretário municipal de agricultura. No ano passado o produtor foi um dos citados na delação da JBS – a mais polêmica da Lava Jato -, pelos irmãos Wesley e Joesley Batista que afirmaram ter pago R$ 38,4 milhões – pelo menos R$ 28,4 milhões foram repassados por meio de notas fiscais frias – em propina a Reinaldo Azambuja. O pecuarista, que tem antiga relação com o governador, emitiu R$ 7.682.566,20 em notas frias, valor que o colocou como segundo maior emissor para “legalizar” o repasse de vantagens indevidas. Ele só perdeu para o montante emitido pelo frigorífico Buriti Comércio de Carnes com R$ 12,9 milhões.

O pecuarista teria emitido as notas entre os dias 17 de agosto e 19 de dezembro de 2016. Auditoria da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA), constatou que as notas apontadas pela JBS são frias, porque não houve a entrega do gado apontado nas unidades do grupo em Campo Grande.

A emissão das notas por Élvio Rodrigues ocorreu no mesmo período em que tramitou o processo de licenciamento para desmatar os 20 mil hectares no Pantanal. Além de anular a licença, o MPE pediu que a Justiça determinasse que o pecuarista apresente o projeto de recuperação da área degradada e o execute no período de um ano. Mas em abril deste ano o caso veio novamente à tona após o governo do Estado entrar em ação, por meio da PGE para derrubar decisões judiciais que impediam a devastação.

Em 15 de março, o presidente do Tribunal de Justiça de MS, desembargador Divoncir Schreiner Maran, atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e suspendeu os efeitos da liminar concedida em 24 de outubro do ano passado, pela juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo. A decisão da magistrada, cassada pelo presidente do TJ, impedia que os proprietários – o engenheiro agrônomo Élvio Rodrigues e a advogada Sônia Oliveira Rodrigues – desmatassem a fazenda.

DECISÕES RÁPIDAS

O pedido para desmatar os 20,5 mil hectares de área nativa pantaneira ocorreu logo após a compra da fazenda, em 15 de fevereiro de 2016. Élvio e Sônia Rodrigues pagaram R$ 25 milhões pela área, conforme consta na matrícula do imóvel. A rapidez para a concessão da autorização e o empenho do governo do Estado, que utilizou a estrutura do Imasul e da PGE para permitir o desmatamento, não são comuns em outros processos da área ambiental.

Fonte: correiodoestado

Postado em: 14:24 | 12 setembro 2018
 
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