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Marconi Perillo é preso pela PF na operação que apura pagamento de R$ 12 milhões em propina pela Odebrecht

Marconi Perillo é preso pela PF na operação que apura pagamento de R$ 12 milhões em propina pela Odebrecht

9:29 | 11 outubro 2018
 

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Foto: Wilson Dias/ABr

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo foi preso, em caráter preventivo, na tarde desta quarta-feira (10), enquanto prestava depoimento na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Goiás. Ao confirmar a prisão temporária de seu cliente, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que está indignado.

“O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF1]”, afirmou o advogado, em nota enviada à imprensa.

Um dos investigados na Operação Cash Delivery, que investiga denúncias de pagamento de propina a agentes públicos de Goiás, Marconi Perillo foi à Superintendência da PF para prestar depoimento. Por decisão do próprio ex-governador, o depoimento inicial foi mantido. Até as 16h50, Perillo continuava sendo ouvido pela PF.

Em sua nota, Kakay lembra que o TRF1 já concedeu liminares determinando a soltura de dois investigados na Cash Delivery. “Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto [de prisão] do ex-governador Marconi Perillo.”

Para o advogado, a prisão de Perillo “constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados”, “por fatos supostamente ocorridos entre 2010 e 2014, [baseada] na palavra isolada dos delatores”.

Nota do MPF

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás esclareceu que a prisão preventiva do ex-governador foi decretada pela 11ª Vara da Justiça Federal no estado, a pedido do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF.

A prisão é desdobramento da Operação Cash Delivery, que foi deflagrada no dia 28 de setembro para apurar denúncias de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa nos quais Perillo estaria envolvido.

As acusações foram feitas por executivos da Odebrecht, investigados na Operação Lava Jato, que firmaram acordo de colaboração com a Justiça. Segundo os delatores, o ex-governador recebeu propina de aproximadamente R$ 12 milhões entre 2010 e 2014 para favorecer a empreiteira em contratos firmados para realização de obras em Goiás.

Nota completa da defesa:

“A Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região ja concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1. Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados. A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham comtemporaneidade. Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos. “Kakai”.

Fonte: Agência Brasil

Postado em: 9:29 | 11 outubro 2018
 
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