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Família escava terreno para encontrar corpo de mulher

Família escava terreno para encontrar corpo de mulher

18:09 | 13 julho 2017
 

Mulher teria sido morta nesta casa onde o casal vivia, em Lagoa da Confusão (Foto: Divulgação)

A esperança era encontrar corpo de mulher assassinada há 10 anos, suspeito foi preso em Goiás

O crime aconteceu no Tocantins e o suspeito foi preso em Goiás em maio deste ano. Ele confessou o homicídio e disse que forjou um bilhete de despedida da vítima na época.

Parentes de Maria da Conceição de Souza, assassinada há 10 anos no Tocantins, estão à procura do corpo da mulher que ainda está desaparecido. Na manhã desta quarta-feira (12), eles foram até um terreno baldio em Lagoa da Confusão, onde o ex-marido da vítima confessou ter enterrado o cadáver.

José Francisco Borges foi preso em maio deste ano em Goiânia (GO). Ele confessou ter matado a ex-mulher e disse que forjou um bilhete simulando ser a esposa. Nele, havia a informação de que ela tinha ido embora e o pedido para que a família cuidasse dois filhos pequenos, dos quais ele não é o pai.

A irmã da vítima, Alcirene Santos informou ao G1 que o terreno descrito pelo suspeito fica em frente à casa onde eles viviam, no setor Brandão. “Ele confessou que enterrou o corpo dela nesse lote baldio, entre um pé de manga e um pé de limão. Nós então pedimos autorização para fazer as buscas”.

O Ministério Público Estadual informou que a família foi autorizada a identificar o ponto onde foi enterrado o corpo, o que não inclui a retirada do cadáver, que deve ser feita pela perícia.

Os parentes iniciaram a escavação do local indicado, mas Alcirene disse que as buscas não avançaram, já que a terra é difícil de ser removida. “Está duro para escavar. Por isso contratamos um profissional que vem com uma retroescavadeira e continuaremos à tarde”. Ela disse tamém que a Polícia Militar, a Polícia Civil e a perícia acompanharam o caso.

Alcirene se emocionou ao falar da irmã. Ela relembrou a época do crime e a angústia da família. Disse ainda que os parentes já suspeitavam do ex-marido da vítima. “Nós vamos encontrar o corpo hoje. É triste, é diferente, é como se estivesse acontecendo agora”, disse emocionada.

José Francisco Borges foi preso em Goiás e transferido para a comarca de Cristalândia. Uma audiência do caso foi realizada nesta terça-feira (11), quando foram ouvidos o suspeito do crime e algumas testemunhas.

Entenda

O crime foi cometido em setembro de 2007, em Lagoa da Confusão, mas o agricultor José Francisco Borges, de 55 anos, só foi preso no dia 4 de maio deste ano em Goiânia. Ele confessou ter matado a ex-mulher após feri-la com uma enxada e dar uma facada no pescoço da vítima. No momento da prisão, o suspeito revelou que enterrou o corpo de Maria, de 32, em um terreno baldio, onde cometeu o crime, alegando uma traição.

Segundo a Polícia Civil, ele forjou um bilhete simulando ser a esposa e deixando-o antes de fugir. Nele, havia a informação de que ela tinha ido embora e o pedido para que a família cuidasse dois filhos pequenos, dos quais ele não é o pai.

Após a prisão, o agricultor afirmou estar arrependido e explicou como praticou o homicídio. De acordo com ele, ao ver a mulher com outro homem, correu atrás do amante, que conseguiu fugir. Ele então voltou para casa e cometeu o homicídio.

“Eu estava no trabalho e quando cheguei, ela estava com outro em casa. Eles estavam combinando de me dar um remédio doido para eu ficar louco para eles me matarem, mas eu que matei ela. Dei uma paulada e cortei o pescoço”, disse.

O caso ficou arquivado por falta de provas até que este ano uma testemunha se apresentou e admitiu que havia escrito o bilhete. A perícia confirmou que a informação era verdadeira. Em sua apresentação, o homem negou que tivesse escrito a carta, pois é analfabeto.

Depois disso, a Justiça emitiu um mandado de prisão e solicitou apoio à Polícia Civil de Goiás para localizar e prender o agricultor. De acordo com o delegado Alex Vasconcelos, responsável pela detenção, José foi localizado na Vila Mauá. Ele fugiu para Goiânia logo após cometer o crime e já havia até se casado outra vez.

O agricultor vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver. Se condenado, pode pegar até 33 anos de prisão.

Fonte: Plantão JTI

Postado em: 18:09 | 13 julho 2017
 
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