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Corumbá é a cidade com mais focos de incêndio do país neste mês

Corumbá é a cidade com mais focos de incêndio do país neste mês

Inverno tem sido rigoroso para o sul-mato-grossense

14:56 | 13 setembro 2019
 

Onça Nuisa foi fotografada em área não atingida pelas queimadas – Foto: Foto: Divulgação / Onçafari

Região de Corumbá, município do oeste de Mato Grosso do Sul, tem sofrido novamente com as grandes queimadas, o que a deixou em primeiro lugar no ranking das 10 cidades com mais focos de incêndios acumulados nos 12 dias deste mês do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Conforme os dados, a cidade está em primeiro nas tabelas referentes aos últimos cinco anos, neste ano, acumulando 3,1 mil, nos últimos cinco meses e neste mês. Outra cidade em alerta é Aquidauana, que está na quarta posição, com 57 focos acumulados nos últimos cinco dias, 20 a menos que a primeira colocação, Colniza (MT).

Perto de Aquidauana, em Miranda, parte do Refúgio Ecológico Caiman, importante área de turismo e preservação, também foi atingido pelo fogo. As chamas vieram de uma fazenda vizinha e consumiram grande parte deste a tarde de terça-feira. “Devido aos ventos fortes e tempo seco, o fogo se espalhou rapidamente pela fazenda, passando inclusive pela área onde ficam nossos recintos de reintrodução”, dizia postagem em rede social do projeto Onçafari, que tem base no local.

Eles tiveram que tirar a onça de nome Jatobazinho do recinto e encaminhar para um local seguro. Na manhã de hoje (13), o grupo informou que as onças monitoradas da região conseguiram escapar do fogo, e estão bem. Uma delas, a onça Nusa, foi fotografada por uma equipe.

Ainda de acordo com a equipe do projeto, o incêndio no refúgio foi parcialmente controlado. Outro projeto com um polo de pesquisa na região, o Instituto Arara Azul informou também por meio de rede social que não prejuízos imediatos para as aves. “Neste período reprodutivo temos 22 ninhos ativos com ovos e/ou filhotes, na propriedade. Até o momento, não registramos nenhuma perda direta nos ninhos monitorados, mas sabemos que os danos indiretos poderão ser catastróficos”, dizia a postagem.

FALTA DE ÁGUA EM CAMPO GRANDE

Já Campo Grande sofre com a falta de água em cerca de 43 bairros, desde terça-feira. O problema acontece porque com a estiagem e calor excessivo fez com que o consumo de água na cidade aumentasse e os reservatórios esvaziassem. A Águas Guariroba, concessionária que administra o fornecimento de água, informou que a recuperação dos níveis é gradativa e o alerta se mantêm até o fim do período de estiagem.

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, às chuvas só devem aparecer com o ínicio da primavera, no próximo dia 21. “Entre 22 e 24, deve ter uma chuva significativa no Centro-Sul do Estado, com chances de chover na Capital”, disse ele. Antes disso, entre os dias 18 e 19 do mês, pode ocorrer uma precipitação de pouco volume na mesma região.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: correiodoestado 

 

 

Postado em: 14:56 | 13 setembro 2019
 

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