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Bradesco é condenado por demitir funcionário soropositivo

Bradesco é condenado por demitir funcionário soropositivo

10:53 | 8 outubro 2019
 

O Banco Bradesco foi obrigado a indenizar um ex-funcionário por demissão discriminatória em Mineiros, cidade a 424 km de Goiânia. De acordo com o processo, que corre em segredo de justiça, o trabalhador foi desligado da empresa quando foi descoberto que ele era portador do vírus HIV.

De acordo com os autos, A.R.C (24) era funcionário do banco entre os anos de 2016 e 2018. Quando ele foi diagnosticado, iniciou o tratamento e apresentou alguns atestados médicos para a empresa. Pouco tempo depois, foi demitido sem justa causa.

O ex-funcionário, então, representado por seu Advogado Dr. Silvio Pereira Silva Neto, entrou na Justiça com um pedido de reintegração ao cargo, bem como o pagamento dos salários e direitos trabalhistas referentes ao tempo em que ficou afastado. A defesa, solicitou, ainda, uma indenização por danos morais.

Nos autos, o advogado de A.R.C alegou que trabalhador precisaria do plano de saúde e dos recursos para custear exames e tratamento médico.

Em decisão liminar, a justiça acatou a solicitação, exigindo que o banco recontratasse o funcionário no prazo de 48 horas, sob pena de pagamento de multa R$ 1 mil diários em caso de descumprimento. Em seguida, o juiz do trabalho Ranulho Mendes Moreira condenou o Bradesco a reintegrar A.R.C. ao quadro de funcionários e a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais.

Preferiu indenizar a recontratar

Ao ser notificado da decisão, o Bradesco recorreu à segunda instância da justiça do trabalho. E solicitou que a recondução de A.R.C ao cargo fosse convertida em indenização. A medida, de acordo com a defesa do funcionário, demonstrou que a empresa, “embora condenada, ainda mantém as práticas abusivas e discriminatórias”.

O Advogado do Reclamante, então, solicitou uma indenização de R$ 9,5 milhões, levando em conta todos os salários e benefícios a que ele teria direito. O cálculo foi feito com base na expectativa de vida, que de acordo com a defesa, era de 76 anos, à época da demissão. Uma audiência foi marcada para a próxima quarta-feira (9).

O Mais Goiás entrou em contato com o banco, que não vai se manifestar sobre o caso.

Fonte: MaisGoias

Postado em: 10:53 | 8 outubro 2019
 
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