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Produtores do Estado buscaram R$ 9,2 bilhões em crédito rural

Produtores do Estado buscaram R$ 9,2 bilhões em crédito rural

Recursos com juros controlados incluem o FCO

10:50 | 20 abril 2019
 

R$ 6,477 bilhões são referentes a créditos de custeio – Foto: Valdenir Rezende / Arquivo / Correio do Estado

A descapitalização do campo levou os produtores rurais de Mato Grosso do Sul a ampliarem a busca de crédito apenas para custeio das propriedades. No ano passado, foram contratados no Estado R$ 9,27 bilhões em recursos de crédito rural, incluindo o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), distribuídos em 35 mil contratos.

Do total, R$ 6,477 bilhões são referentes a créditos de custeio, R$ 2,168 bilhões a créditos de investimento e R$ 631 milhões direcionados para comercialização. Os dados são do Banco Central. Ou seja, quase 70% de todo recurso demandado em MS foi para custear a agropecuária.

O aumento pela procura pelo custeio no Estado está relacionado às dificuldades dos produtores para se manterem na atividade, com alta no custo de produção, preços oscilantes e, consequentemente, menor investimento na atividade.
Somente no primeiro trimestre de 2019, Mato Grosso do Sul contratou R$ 1,469 bilhão em recursos por meio de 6.452 projetos, sendo R$ 854 milhões de custeio, R$ 403 milhões de investimento e R$ 212 milhões de recursos para comercialização.

Segundo a veterinária Ana Claudia Régis Ruzzon, da RuralTec, empresa especializada na assistência em projetos de crédito rural, os dados do Banco Central comprovam que é viável para o produtor rural contrair recursos via crédito rural, já que a taxa de juros é baixíssima se comparada a outras taxas oferecidas no mercado, mas é preciso planejamento para não se endividar. Os juros no crédito para custeio, segundo ela, variam de 6% a 7% ao ano.

“Os números mostram que a contratação de recursos de custeio é muito superior à contratação de investimentos, e esse cenário é preocupante, já que o prazo para pagamento é pequeno, em torno de um a dois anos. Em linhas de investimento como o FCO, por exemplo, é possível contratar recursos com até 15 anos para pagamento e até 4 anos de carência, o que possibilita que o produtor se organize e faça um planejamento, trabalhando de acordo com seu fluxo de caixa e evitando o aumento de seu endividamento, principalmente em curto prazo”, explica a especialista.

TEMOR COM NOVA SAFRA

Neste cenário de pouca verba para investimento, o temor dos produtores é ainda maior com a safra de verão 2019/2020. É que o governo federal tem dado sinais de que vai reduzir os subsídios também na agricultura. Na segunda-feira, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou aos bancos que suspendeu os pedidos de financiamento a taxas de juros pré-fixadas de 7,5% ao ano pelo Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). De acordo com a instituição, todo o recurso disponível no plano agrícola para esta modalidade já foi comprometido.

O presidente do BNDES, Roberto Campos Neto, já deixou bem claro, em várias oportunidades, que na sua opinião o crédito a juros subsidiados é uma distorção, a qual se torna mais evidente com a taxa Selic, os juros básicos da economia, no nível mais baixo de sua história: 6,5% ao ano. Conforme o Ministério da Agricultura, o crédito a juros controlados respondeu por 69% do total emprestado de julho de 2018 a fevereiro de 2019, oito primeiros meses do atual calendário-safra. De julho de 2017 a fevereiro de 2018, mesmo intervalo na safra anterior, a participação foi de 74%. Na mesma comparação, a participação dos recursos livres subiu de 26% para 31%.

O aumento do crédito livre agrada o sistema financeiro, que aposta em um volume de recursos subsidiados cada vez menor para o setor agropecuário. No entanto, é uma discussão que coloca em lados opostos as agendas do ministro da Economia, Paulo Guedes, mais liberalizante, e da ministra da Agricultura, Teresa Cristina, para quem a redução das subvenções não pode ser radical.

Em recente visita ao Estado no início do mês, a ministra defendeu que o volume total do crédito rural deveria ter aporte de pelo menos mais R$ 440 bilhões para atender a toda a demanda e dar competitividade à agropecuária nacional.

Planejamento adiantado
Diante deste cenário, a especialista comenta que muitos produtores de MS estão adiantando projetos e planejamento. “Para este ano, a demanda por crédito está mais adiantada, já que os recursos poderão ser menores. Tem muito produtor adiantando o planejamento para garantir a safra de verão, mesmo com os recursos sendo anunciados apenas em junho”, afirmou a veterinária, que também avalia que o volume de recursos para o crédito rural deveria ser 15% a 20% maior.

Fonte: correiodoestado

Postado em: 10:50 | 20 abril 2019
 

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queimada sem licença do órgão ambiental é tida como incêndio criminoso e é punida pela Lei de Crimes Ambientais.

 

 

 

 

 

 

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