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Alta do dólar derruba busca pelas viagens ao exterior

Alta do dólar derruba busca pelas viagens ao exterior

Turistas estão trocando Disney e Europa por destinos brasileiros

14:32 | 8 junho 2018
 

Os efeitos da valorização do dólar, que ontem fechou a R$ 3,92, estão sendo sentidos de maneiras diversas, dependendo do setor. Se no agronegócio a alta vem beneficiando as exportações de soja, que devem bater recordes de lucratividade e volume vendido, no cenário do turismo a situação pede cautela entre clientes que programavam viagens ao exterior.

De acordo com a conselheira nacional da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Cristina Albuquerque, o segmento sentiu o “impacto” da alta da moeda americana. Desde maio, as agências de viagens estão em estado de alerta, também por conta da crise e paralisação nacional. “A gente sentiu um maio atípico, que geralmente é um mês de vendas fortes. Foi um susto”, define.

A maioria dos clientes, aponta, está alterando o destino das férias, trocando Europa e Estados Unidos pelas praias do Nordeste. “Esta é uma época em que vendemos muitos pacotes para a Disney, além dos países europeus, até porque é verão nesses destinos”, explica Albuquerque.

“Quem ainda não fechou a compra está trocando para destinos domésticos, fazendo um novo planejamento, buscando alternativas. Quem já está com pacote fechado está indo, mas com novo orçamento e com certeza vai fazer economias na viagem”, destaca.

Por outro lado, as companhias aéreas tentam “segurar” os clientes oferecendo promoções de passagens internacionais. Desde que o dólar começou a subir significativamente, as passagens ficaram 30% mais baratas, relata a conselheira.

REAÇÃO

Cientes da queda de procura por destinos internacionais, as agências de viagens se reorganizam para oferecer pacotes domésticos mais atrativos. “O setor começou a trabalhar em promoções, descontos e acordos para aquecer as vendas, para fazer a pessoa viajar, nem que seja para dentro do Brasil mesmo”.

Para a conselheira da Abav, com o cenário político atual, é difícil prever quando o dólar vai voltar a ser atrativo para os turistas. Por isso, a solução é mesmo se reinventar e buscar alternativas. E, com mais viagens turísticas dentro do Brasil, ao menos, a economia interna fica mais aquecida.

“Acaba sendo positivo também. Houve uma época em que se noticiou muito que era mais barato viajar para fora, mas era em decorrência das promoções. É bom para a economia que as pessoas viajem por aqui mesmo”.

RECORDES

Enquanto o turismo se reorganiza para não sair no prejuízo, o setor da agricultura bate recordes de exportação. Com a moeda americana em alta, o valor da saca de soja fica muito mais em conta no exterior, fazendo as vendas dispararem e rendendo mais lucro aos produtores brasileiros.

“Nada mexe mais com o bolso do produtor brasileiro do que o dólar. A cada 0,1 centavo que o dólar oscila, no caso para cima, a saca de soja sobe em 0,20 centavos”, explica a analista de grãos Tânia Tozzi, da Rural Business Consultoria.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento, o volume de soja exportada este ano deve bater recorde e se tornar o maior já registrado pela entidade, chegando a aproximadamente 70 milhões de toneladas.

Fonte: correiodoestado

Postado em: 14:32 | 8 junho 2018
 
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