Chapadão do Sul, 16 de Novembro de 2018

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Senado: Harfouche venceu na capital

Senado: Harfouche venceu na capital

10:11 | 26 outubro 2018
 

ELEIÇÕES-1 A facada doeu, mas fortaleceu a campanha de Bolsonaro (PSL) vitimizado. O discurso do PT sucumbiu às denúncias de corrupção.  O apelo do resgate dos valores morais e do patriotismo caiu como uma luva acendeu o rastilho da indignação. Acuado, os petistas trocaram as cores da campanha. Tarde demais! Os artistas globais tentaram ajudar, mas sem credibilidade e empatia até com a juventude. Chico Buarque e Cia superados.

ELEIÇÕES-2 Aqui no Estado um 2º turno eletrizante onde o governador Azambuja (PSDB) enfrenta o Juiz Odilon (PDT) reforçado por algumas lideranças que no lº turno eram adversários seus. Ambos tentam se identificar como candidatos de Jair Bolsonaro à presidência da República. Nos últimos dias o programa de Odilon mudou o foco para tentar reverter a desvantagem. Já Reinaldo exibindo fôlego: Mostra as obras e fala da decisão  judicial que o inocentou.

EXEMPLO que deu certo: Chapadão do Sul. Percorro a região ainda na época da saga dos pioneiros irmãos Krug, antes dela existir. Segunda renda per capita e melhor índice de IDH de MS. Atento, o prefeito João Carlos Krug recupera e prepara a cidade de 30 mil habitantes para os novos desafios. Quem visita a cidade volta acreditando no futuro do país que trabalha, produz e só pode dar certo. 31anos de progresso. Valeu!

SENADO Todos os políticos sonham com esse lugar. A disputa nestas eleições foi  incomparável com as anteriores, pela competitividade dos candidatos e pelo número dos concorrentes. Foram 7 os candidatos de maior musculatura eleitoral com desempenho nos 15 principais redutos eleitorais mostrados a seguir. Confira.

NELSON TRAD FILHO (PTB): 424.085 votos. Campo Grande 153.613, Dourados 25.914, Ponta Porã 14.832, Três Lagoas 11.591,  Naviraí 10.631, Corumbá 6.705, Rio Brilhante 6.251, Paranaíba 6.521  Aquidauana 6.402, Amambai 6.055, Bataguassu 5.239,  Coxim 4.768, Caarapó 4.636, Cassilândia 4.599, Fátima do Sul 4.563, Bonito 4.306.

SORAYA THRONICKE (PSL): 373.712 votos. Campo Grande 156.697 (3.084 votos a mais que Nelsinho), Dourados 38.412 (mais votada), Ponta Porã 11.890, Corumbá 8.874, Maracaju 8.043, Nova Andradina 5846, Naviraí 5812, Aquidauana 5.700, Sidrolândia 5727, Paranaíba 4.789, Rio Brilhante 4.752, Caarapó 4523, Coxim 4.160, São Gabriel do Oeste 3758, Ivinhema 3640.

 WALDEMIR MOKA (MDB): 357.427 votos. 187.506 votos a menos dos 544.933 votos de 2010. Campo Grande 99.239, Dourados 29.024, Ponta Porã 11.665, Três Lagoas 11.094, Maracaju 9.583, São Gabriel Do Oeste 8.013, Corumbá 7.820, Coxim 7.205. Costa Rica 7.205, Naviraí 6.937, Nova Andradina 6.19, Paranaíba 6.102, Rio Brilhante 5.657, Caarapó 6.525, Amambai 4.297.

EDNEI MIGLIOLI (PSDB): 347.861 votos. Campo Grande 96.483 (19.973 a mais que Zeca do PT), Dourados 24.329, Corumbá 14.104, Ponta Porã 13.677, Três Lagoas 1.036, Aquidauana 7.954, Amambai 7.663, Naviraí 6.786, Sidrolândia 5.766, Nova Andradina 4.798, Rio Brilhante 4.531, Cassilândia 4.430, Anastácio 4.350 São Gabriel do Oeste 3.238, Nioaque 3.338.

ZECA DO PT: 294.059 votos. Campo Grande 76.465, Dourados  21.622,  Corumbá 17.946, Três Lagoas 8.816, Ponta Porã 8.162, Aquidauana 7.990, Sidrolândia 7.393,  Miranda 6.269, Amambai 6.167, Bela Vista 4.417,  Anastácio 4.312,  Jardim 4.008, Maracaju 3.995,  Naviraí 3.798, Paranaíba 3.745.

 SERGIO HARFOUCHE(PSC) 292.301 votos (1.758 votos a menos que Zeca do PT). Capital 163.314 (o mais votado), Dourados 29.343 (2º mais votado), Três Lagoas 12.403, Ponta Porã 8.185, Corumbá 5.896, Aquidauana 3.631, Costa Rica 3.807, Chapadão do Sul 2.968, Sidrolândia 2.906, Nova Andradina 2.865, Naviraí 2.520, Rio Brilhante 2.238, Maracaju 2.195, São Gabriel do Oeste 1.918, Rio Verde de Mato Grosso 1627.

DELCÍDIO DO AMARAL (PTC) 109.927 votos. Campo Grande 23.979, Corumbá 17.885, Dourados 6.335, Nova Andradina 3.338, Três Lagoas 3.078, Paranaíba 2.541, Ponta Porã 2.526, Ladário 2.393, Sidrolândia 1.940, Rio Verde de Mato Grosso 1.720,  Japorã 1.531, Jardim 1.272, Japorã 1.531,  Rio Brilhante 1.520, Maracaju 1.390.

CAPITAL  Com um colégio eleitoral de  590.992 eleitores, apenas 518.464 ( 87,73%) foram às urnas neste lº turno. Anote-se que deste total 213.163 eleitores preferiram anular ou votar em branco.  Harfouche obteve 20,17% dos votos, Soraia 19,35%, Nelsinho 18,97%, Moka 12,26%, Miglioli 11,92%, Zeca do PT 9,44%, Delcídio 2,96%.

CENÁRIO-2020   Candidatos de olho nas eleições municipais. No caso da capital é possível que Harfouche, Miglioli e Soraya, dependendo do quadro, sejam tentados a disputar a prefeitura.  Além é claro do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), do deputado Zeca do PT e do ex-senador Delcídio do Amaral (PTC). Mas uma eleição é diferente da outra seguinte. O patrimônio eleitoral de cada um evapora no dia seguinte ao pleito.

POLÍTICA: Nela não há reserva de mercado. Em 1.998 Ben Hur (PT) beneficiado pela onda petista obteve 79.655 votos para deputado federal. Entusiasmado tentou ser prefeito da capital em 2.000 e obteve só 69.511 votos. Ainda em 1.998 Carmelino Resende (PPS) atropelou Juvêncio C. da Fonseca (PFL) ao Senado e em 2.000 tentou a prefeitura da capital. Ficou em 4º lugar com 13.925 votos. Cada eleição com seu roteiro.

OUTRO CASO Em 2012 Alcides Bernal (PP) se elegeu prefeito da capital obtendo nada menos que 270.927 votos (62,91%). Agora, candidato a deputado federal seu prestígio derreteu e obteve apenas 46.732 votos. Caso consiga reverter sua situação perante a justiça eleitoral ficará como 2º suplente. É outro que foi mandado de volta pra casa. Aleluia!

OS TEMPOS mudaram na política com o advento da internet. Eu venho dizendo há tempos que o celular acabou com a importância do cabo eleitoral, antes imprescindível em qualquer pleito. Lembra que eu dizia que currais eleitorais seriam arrombados pelo celular?   A perpetuação de lideranças  não existe mais. Os resultados deste primeiro turno já mostram a nova realidade. Quem não acreditou – dançou!

INEGÁVEL o mérito de quem vence uma eleição aproveitando-se de um momento econômico ou social. Não se pode minimizar o feito através da alegada sorte.  Só o fato de colocar o nome para aferição do eleitorado já é um ato de coragem. Nestas eleições tivemos casos de beneficiados com o clima de indignação e o antipetismo. Agora terão que provar a que vieram. É a hora da verdade!

A PROPÓSITO Na fila do banco ouvi a comparação feita por um comerciante entre os perfis do atual senador Pedro Chaves (PSC) e da senadora eleita Soraya Thronicke (PSL).  Colocados em dúvida o preparo, a estatura dela e predicados que o exercício do cargo naturalmente exige. Portanto, no imaginário popular há essa preocupação  com   aqueles que se elegeram nestas circunstâncias.

PUCCINELLI Mais de 90 dias na cadeia. Aos 70 anos de idade, ao lado do filho advogado, ele passa por uma provação que irá marcá-lo para o resto da vida. Valeu a pena? Repito: não há decisão judicial que apague essa nódoa contra a honra. Isso sem contar as dores e humilhação dos familiares. Esse é o lado é o mais cruel que precisa ser olhado por outros políticos (fulanos e sicranos) e dele tirar a lição. Não é?

OUTRO ‘ITALIANO’ Também médico, ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci ‘comemorou’ na cadeia os 58 anos no dia 4 de outubro. Nos 2 anos de prisão refletiu  sobre os valores da vida: o que vale pena? Aí soltou a língua. Ficará sem a grana que surrupiou para preservar a família. A cadeia amansou Pallocci: de herói do PT acabou vilão. A dúvida: terá coragem de encarar o público (vaias e chacotas) do Bar Pinguim (em Ribeirão Preto) para um chope, como fazia o ex-craque  corintiano Sócrates?

“A ociosidade é a mãe de todos os vices.” (Millôr Fernandes)

Postado em: 10:11 | 26 outubro 2018
 
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