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Deputados custam mais de R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte

Deputados custam mais de R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte

9:51 | 30 Março 2017
 

Além do salário de mais de R$ 30mil, parlamentares têm direito a ajuda de custo, cotão, auxílio-moradia e verba de gabinete para contratar até 25 funcionários.

Em tempos em que o governo federal se propõe a discutir reformas previdenciária e trabalhista, vale a pena uma reflexão sobre outra “reforma”, que deveria vir antes daquelas.

A revista ‘The Economist’ já mostrou que congressistas brasileiros têm remuneração superior a de japoneses, israelitas, noruegueses, canadenses, alemães, ingleses, franceses, espanhóis e suecos. Todos esses, diga-se de passagem, países de primeiro mundo.

Vale ainda dizer que um deputado federal do Brasil também tem direito a plano de saúde, auxílio-moradia, cota parlamentar, passagens aéreas e carro oficial.

Estou citando apenas dados dos deputados federais, vale ainda lembrar que temos senadores, deputados estaduais, vereadores, prefeitos…

Os portais de transparência possuem dados significativos, a disposição de todos.

Também estou considerando apenas a remuneração “lícita” dos parlamentares, aquilo que é direito dos mesmos, por força de lei.

Verdade é que a mentalidade daqueles que chegam ao “poder”, na grande maioria, tem sido a de querer de alguma forma usufruir das regalias que o mesmo oferece.

E quem paga essa conta?

Somos nós, os contribuintes.

Isso nos remete à natureza predatória do processo de colonização do nosso país. A família real portuguesa se mudou para o Brasil acompanhada por quase 15 mil pessoas, que comiam, viviam e bebiam às custas da riqueza brasileira. Para se comparar, a corte portuguesa no Brasil era entre 10 e 15 vezes mais gorda do que a máquina burocrática norte-americana naquele tempo.

“Um enxame de aventureiros necessitados e sem princípios acompanhou a família real”, notou o historiador John Armitage. “Os novos hóspedes pouco se interessavam pela prosperidade do Brasil. Consideravam temporária a sua ausência de Portugal e propunham-se mais a enriquecer-se à custa do Estado do que administrar justiça ou beneficiar o público” (John Armitage, História do Brasil, p. 32).

O primeiro princípio do Serviço Público, como o próprio nome diz é o de servir ao povo, e não o de ser servido.

Desta forma, a primeira reforma que o Brasil precisa é a reforma da mentalidade de que o governo deve, antes de tudo, servir sem ter um gasto exorbitante com ele mesmo.

Senão, a conta jamais vai fechar.

Postado em: 9:51 | 30 Março 2017
 
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