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Bolsonaro numa encruzilhada

Bolsonaro numa encruzilhada

8:37 | 25 fevereiro 2019
 

O presidente Bolsonaro, em sete mandatos como deputado, nunca se posicionou como um economista liberal. Só pra dar um exemplo, ele sempre votou contra as privatizações.

Mas Bolsonaro mudou. Na área econômica, disse que foi convencido por Paulo Guedes.

Até aí, nada de mal. Afinal de contas, todos temos opiniões certas ou erradas e podemos muda-las.

Mas o sistema bancário não brinca de ser sistema bancário. Por isso só enriquece, seja governo de esquerda ou de direita.

O Chile privatizou a sua previdência. O sistema bancário tomou conta. Mas nem tudo foi um mar de rosas.

Reportagem feita pelo site pela BBC em 2017 apontou que 90,9% dos cidadãos chilenos aposentados recebem menos de 149.435 pesos, que equivale a pouco mais de meio salário mínimo daquele país.

Isso mesmo, depois da reforma da previdência, mais de 90% dos aposentados chilenos passaram a ganhar menos de 1 salário mínimo.

Outra coisa, a nossa Constituição Federal de 1988 fez justiça aos trabalhadores rurais, garantindo aposentadoria mesmo àqueles que não eram contribuintes da previdência.

Os trabalhadores rurais empregados, os pequenos pecuaristas e agricultores ajudaram a construir o Brasil.

Com tanto trabalho debaixo de sol quente, as rugas são marcas visíveis. Aparecem a eles antes das que aparecem nos trabalhadores urbanos.

Antes de 1988, morriam sem ter direito à aposentadoria.

Agora, a Reforma da Previdência promete acabar até com esses direitos.

Enfiaram goela abaixo de Bolsonaro a prioridade em se aprovar a Reforma da Previdência.

Mas não foi por essa prioridade que ele foi eleito.

Reforma da Previdência é impopular.

Se houver um desgaste muito grande do presidente para aprovar a “reforma”, correremos o risco de ver ele perder apoio para fazer aquilo para o qual realmente foi eleito.

Seus eleitores votaram nele, entre outras coisas, acreditando na necessidade do combate efetivo à corrupção, tecnicidade no serviço público e o fim do “toma lá, dá cá”, como Bolsonaro prometeu.

Mas jogaram Bolsonaro aos lobos.

Rodrigo Maia disse que não vai priorizar outras mudanças, mas sim a reforma da previdência.

O presidente precisa do apoio do Congresso para poder governar. Nosso regime presidencialista funciona assim.

Tudo indica que a reforma deverá ser aprovada.

Resta agora esperar para ver.

Quando o eleitor se der conta do que perdeu com a reforma, ele vai por isso na conta do presidente, ou na conta do Congresso?

A quem interessa a reforma da previdência?

Postado em: 8:37 | 25 fevereiro 2019
 
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