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Mesmo com queda na produção, MS terá 3ª maior colheita de milho safrinha

Mesmo com queda na produção, MS terá 3ª maior colheita de milho safrinha

Estado perde apenas para Mato Grosso e Paraná, que devem colher 25.933.000 e 9.136.000 toneladas, respectivamente.

17:10 | 10 julho 2018
 

Plantação de milho da safra passada em Mato Grosso do Sul ciclo 20172018 deverá ter 2,7 milhões de toneladas de milho a menos em relação ao anterior (Foto Marcos Ermínio)

Embora a projeções apontem queda de 28,4% na produção de milho safrinha causada pela estiagem, Mato Grosso do Sul se mantém em destaque e deve ter a terceira maior colheita do país. É o que aponta relatório da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que calcula resultado de 6.877.000,6 toneladas do grão.

O montante perde apenas para Mato Grosso e Paraná, que devem colher 25.933.000 e 9.136.000 toneladas, respectivamente.

A safrinha 2017/2018 deverá ter 2,7 milhões de toneladas de milho a menos em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 9.609.000 toneladas do grão. A falta de chuvas que atingiu o ápice no fim do outono afetou seriamente as plantações principalmente na região sul. As perdas foram estimadas em até 40% levando em consideração todas as áreas semeadas. Individualmente, alguns produtores colherão praticamente nada.

Conforme a Conab, a produtividade do milho safrinha foi prevista em 4 mil quilos por hectare, retração de 26,7% em relação ao plantio passado, que fechou com resultado de 5.460 quilos por hectare.

Também houve queda na área plantada. As lavouras foram de 1.759.000 hectares no ciclo 2016/2047 para 1.719.000 este ano, o que corresponde em uma redução de 2,3%.

Mato Grosso do Sul não foi o único estado que contabiliza prejuízos pela falta de chuva. A produtividade em todo o país sofreu forte impacto e o resultado estimado é de 56 milhões de toneladas, 16,9% a menos que no ciclo passado e 3,8% inferior ao levantamento anterior.

A semeadura do milho segunda safra depende da velocidade da colheita da soja, tendo em vista que, na grande maioria dos estados, o cultivo é feito em sucessão.

O atraso no início do plantio da soja postergou a época de colheita da oleaginosa e encurtou a janela ideal de semeadura do milho, fazendo com que parte da safra fosse semeada fora da janela ideal de plantio.

Segundo a Conab, os baixos preços, no momento da tomada de decisão do produtor, trouxeram duas consequências para a oferta do cereal. A primeira foi a redução na área semeada, agora estimada em 11,5 milhões de hectares, redução de 4,2% frente à temporada 2016/17.

A segunda foi a decisão do produtor, nos principais estados, em reduzir o pacote tecnológico utilizado na cultura, sobretudo no quesito sementes e nutrição, que combinado com a instabilidade hídrica, levou a uma importante redução nos níveis de produtividade, visto que a cultura teve seu potencial produtivo bastante afetado.

Fonte: Assecom PMCS

Postado em: 17:10 | 10 julho 2018
 
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