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Mato Grosso do Sul deve ter problemas para armazenar a safra recorde

Mato Grosso do Sul deve ter problemas para armazenar a safra recorde

16:57 | 17 abril 2017
 

O prenúncio de uma safra recorde de milho em Mato Grosso do Sul, com crescimento de 42,6% sobre o volume produzido nas lavouras do Estado no ciclo anterior, de 6,12 milhões de toneladas, conforme último levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aliado a à recém-encerrada colheita da soja no Estado, ainda com comercialização da oleaginosa em andamento, já levanta outro tipo de questionamento entre o produtor rural: onde armazenar tanta produção. O Estado dispõe de uma capacidade de armazenamento estático de 8,5 milhões de toneladas a granel, mas em duas safras, de inverno e de verão, para uma safra estimada neste ano de 17,5 milhões de toneladas. “Temos aumentado essa capacidade através das cooperativas do agronegócio, mas ainda assim é a metade da safra projetada”, reconheceu Nilson Azevedo Marques, superintendente da Conab/MS.

O cenário de retenção da produção de soja nos armazéns brasileiros — e sul-mato-grossenses — por um tempo além do previsto, também chama a atenção de analistas. “Ainda estamos com armazéns lotados de soja, porque os preços da oleaginosa estão baixos e ninguém está comercializando. O produtor já teve um custo elevado para plantar e agora (nesta safra) pode ter um custo ainda maior para armazenar”, alerta a analista de grãos da Rural Business Consultoria, Tânia Tozzi.

De acordo com o superintendente regional da Conab, já se tem uma quantidade comercializada, de 30% a 40% da produção de soja, segundo estimativas; o que já abre um grande espaço para iniciar a safra de milho. “Há a previsão de uma safra boa e grande (de milho) e se a safra de soja demorar um pouco mais para sair cria-se certo problema, porém ele ressalta que hoje já existem algumas saídas. “Há o silo-bolsa, que ajuda. Não é uma armazenagem ideal, mas de forma emergencial ajuda, já foi utilizado em supersafras anteriores. Lá na frente, vamos ver como ficam os preços. Milho, por enquanto, é só conjuntura”, ponderou.

Fonte: Correio do Estado

Postado em: 16:57 | 17 abril 2017
 
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